O Anima Christi («Alma de Cristo») é uma das orações eucarísticas mais amadas e mais antigas da tradição católica. Sua origem é medieval — provavelmente do século XIV — e por muitos anos foi atribuída a Santo Inácio de Loyola porque ele a colocou no próprio início de seus Exercícios Espirituais (1522-1524) e a recomendou como oração diária para os retirantes. A erudição moderna datou a oração pelo menos um século antes do nascimento de Inácio; aparece em manuscritos já em 1314, possivelmente composta por João XXII ou por um monge anônimo da tradição cartuxa ou franciscana. Inácio não a escreveu, mas a amava, e seus Exercícios Espirituais lhe deram a ampla circulação que ela goza hoje em todo o mundo católico. A oração é uma meditação sustentada sobre o Cristo Eucarístico — Sua alma, Seu corpo, Seu sangue, a água e o sangue que fluíram do Seu lado traspassado na Crucificação (João 19,34), Sua Paixão. Cada linha é ao mesmo tempo uma confissão de fé e uma petição: «Alma de Cristo, santificai-me» é a oração de quem pede ser interiormente santificado pela própria santidade de Cristo; «Corpo de Cristo, salvai-me» é a confissão de que a salvação vem através do mesmo corpo agora recebido sob a aparência de pão; «Dentro de Vossas chagas, escondei-me» é o anseio místico medieval de encontrar refúgio nas próprias chagas do Senhor crucificado. O encerramento da oração — «Na hora da minha morte, chamai-me» — fez dela uma oração católica tradicional para os moribundos, rezada à beira do leito nas horas finais por capelães de hospícios, familiares e enfermeiros católicos. O Anima Christi é apropriado para: ação de graças imediatamente após receber a Sagrada Comunhão (seu uso devocional principal), uma Hora Santa ou visita ao Santíssimo Sacramento, o encerramento da oração pessoal, o leito dos moribundos, e como devoção diária que expressa intimidade eucarística.
2 min
Duração
1 dia
Compromisso
Para iniciantes
Nível
Santo Inácio de Loyola
Santo padroeiro
Reze com devoção, idealmente numa postura de quietude atenta — de joelhos, sentado ereto com as mãos abertas, ou em pé diante do Santíssimo Sacramento. A oração é pensada para ser sem pressa; cada linha é uma petição distinta e o ritmo natural permite uma breve pausa entre as frases para que cada linha se assente no coração. Os momentos tradicionais para o Anima Christi: (1) Imediatamente após receber a Sagrada Comunhão na Missa, no silêncio da ação de graças pessoal — este é o uso devocional principal da oração, e a recomendação de Santo Inácio; (2) Durante uma Hora Santa ou adoração eucarística diante do Santíssimo Sacramento exposto; (3) No encerramento da oração pessoal matutina ou vespertina, especialmente como parte de uma espiritualidade eucarística; (4) À beira do leito de alguém gravemente enfermo ou moribundo — a linha final, «Na hora da minha morte, chamai-me e mandai-me ir a Vós», faz a oração particularmente apropriada como devoção de leito de morte, rezada pela pessoa moribunda se consciente ou por familiares ao lado dela; (5) Versão cantada em latim («Anima Christi, sanctifica me…») em ambientes monásticos e litúrgicos tradicionais. Muitos santinhos católicos trazem o Anima Christi no verso junto com uma oração de recepção da Comunhão; alguns livros devocionais católicos abrem com ela (seguindo o padrão dos Exercícios Espirituais). A oração pode ser memorizada em uma única tarde e rezada em qualquer lugar; sua brevidade e densidade de conteúdo eucarístico a fazem uma das orações breves de maior alcance no repertório devocional católico.
Soul of Christ, sanctify me. Body of Christ, save me. Blood of Christ, inebriate me. Water from the side of Christ, wash me. Passion of Christ, strengthen me. O good Jesus, hear me. Within Thy wounds hide me. Permit me not to be separated from Thee. From the wicked foe defend me. In the hour of my death call me, and bid me come unto Thee, that with Thy saints I may praise Thee forever and ever. Amen.
Coordene oração sustentada por alguém que você ama. Voluntários preenchem horários de 30 minutos cobrindo dias ou semanas; a família recebe um buquê espiritual no final.
Convide um pequeno grupo para rezar isto com você. Todos recebem o mesmo texto, o mesmo ritmo, a mesma intenção.