A Ladainha da Confiança é uma ladainha católica moderna composta por volta de 2010 pela Irmã Faustina Maria Pia, SV, das Irmãs da Vida (Sisters of Life) — a comunidade religiosa fundada em 1991 pelo Cardeal John O'Connor de Nova York para servir mulheres grávidas em crise e dar testemunho do valor sagrado de toda vida humana desde a concepção até a morte natural. A ladainha nasceu da luta interior da própria Irmã Faustina Maria Pia com a confiança — concretamente, com o cacho de medos que paira sob a superfície da vida católica contemporânea: o medo de não ser amado, de ser abandonado, de ser uma decepção, de não conseguir perdoar a si mesmo, de ser incapaz de amar. A ladainha nomeia cada um desses medos por sua vez («Do medo de ser esquecido…» / «Do medo de não ser amado…» / «Do medo de não ser digno de amor…») e pede ser libertado com a resposta «livrai-me, Jesus». O segundo movimento da ladainha — pelo qual é mais conhecida — nomeia vinte verdades sobre Jesus às quais o orante é convidado a confiar-se: «Que tu me sustentas continuamente no ser… Que tu me amas… Que tu me vês… Que tu vês o passado, o presente e o futuro, e sabes do que preciso… Que tu proverás para mim… Que tu és manso e humilde de coração…». A cada uma, a resposta é «Jesus, eu confio em ti». A ladainha espalhou-se viralmente na pastoral juvenil católica brasileira, em grupos de mulheres e nas redes sociais — é uma das orações católicas mais compartilhadas da década de 2010 e 2020. As Irmãs da Vida publicam-na livremente em seu site (sistersoflife.org) para uso pessoal e paroquial. É apropriada para: a ansiedade e o cacho de lutas contemporâneas de saúde mental que se apresentam como medo de indignidade; recuperação do escrúpulo espiritual; os primeiros dias de um diagnóstico difícil; o luto; a dificuldade financeira; e qualquer momento em que o crente nota que tem operado a partir do medo em vez da fé.
8 min
Duração
1 dia
Compromisso
Para iniciantes
Nível
Irmã Faustina Maria Pia, SV (Irmãs da Vida — autora)
Santo padroeiro
Reze a ladainha devagar. O texto é breve — cerca de quinhentas palavras — mas seu movimento importa. Estrutura tradicional: (1) Sinal da Cruz; (2) leia em voz alta a invocação inicial; (3) reze a longa sequência de invocações «Do medo de…» — estas nomeiam padrões específicos de desconfiança que governam a vida interior adulta. Não passe rápido pela que o toca naquele dia; (4) reze o segundo movimento, a longa sequência de verdades «Que tu…» com a resposta «Jesus, eu confio em ti». Este é o coração da oração — o ato deliberado e articulado de confiança que o crente faz contra a evidência sentida de seu próprio medo. (5) feche em silêncio, deixando que as verdades recém-nomeadas se assentem. A Ladainha da Confiança é apropriada: no início de um dia difícil; no limiar de uma conversa dura; na capela antes de um longo turno de cuidado; ao lado da cama de alguém na UTI ou em cuidados paliativos; durante ataques de ansiedade (conselheiros e diretores espirituais católicos brasileiros recomendam habitualmente a ladainha como «oração de ancoragem» para pessoas com transtornos de ansiedade); durante crise financeira; durante o luto. As Irmãs da Vida rezam a ladainha diariamente em comunidade. Muitos grupos paroquiais de jovens adultos a rezam semanalmente em pequenos grupos. A ladainha complementa-se particularmente bem com a Coroinha da Divina Misericórdia — ambas as orações articulam a mesma postura de confiança em Jesus.
Da crença de que tenho de ganhar o teu amor, livrai-me, Jesus. Do medo de não ser digno de amor, livrai-me, Jesus. Da falsa segurança de que tenho o que é preciso, livrai-me, Jesus. Do medo de que confiar em ti me deixará mais despojado, livrai-me, Jesus. De toda suspeita sobre tuas palavras e promessas, livrai-me, Jesus. Da rebelião contra a dependência filial de ti, livrai-me, Jesus. De recusas e relutâncias em aceitar a tua vontade, livrai-me, Jesus. Da ansiedade quanto ao futuro, livrai-me, Jesus. Do ressentimento ou da preocupação excessiva com o passado, livrai-me, Jesus. Do inquieto procurar-me a mim mesmo no momento presente, livrai-me, Jesus. Da incredulidade no teu amor e presença, livrai-me, Jesus. Do medo de que me peças mais do que tenho, livrai-me, Jesus. Da crença de que minha vida não tem sentido nem valor, livrai-me, Jesus. Do medo do que o amor exige, livrai-me, Jesus. Do desânimo, livrai-me, Jesus. Que tu me sustentas continuamente no ser, Jesus, eu confio em ti. Que tu me amas, Jesus, eu confio em ti. Que tu me vês, Jesus, eu confio em ti. Que tu me ouves, Jesus, eu confio em ti. Que tu me conheces, Jesus, eu confio em ti. Que tu vês o passado, o presente e o futuro, e sabes do que preciso, Jesus, eu confio em ti. Que tu proverás para mim, Jesus, eu confio em ti. Que tu me resgatarás, Jesus, eu confio em ti. Que tu és manso e humilde de coração, Jesus, eu confio em ti. Que tu és eternamente fiel, Jesus, eu confio em ti. Que todas as coisas passam, e somente o teu amor permanece, Jesus, eu confio em ti. Que tu tiras um bem real de cada situação, Jesus, eu confio em ti. Que tu me ensinarás a confiar em ti, Jesus, eu confio em ti. Que tu és meu Senhor e meu Deus, Jesus, eu confio em ti. Que eu sou o teu amado, Jesus, eu confio em ti. Amém.
Coordene oração sustentada por alguém que você ama. Voluntários preenchem horários de 30 minutos cobrindo dias ou semanas; a família recebe um buquê espiritual no final.
Convide um pequeno grupo para rezar isto com você. Todos recebem o mesmo texto, o mesmo ritmo, a mesma intenção.