São Martinho de Porres (Martín de Porres Velázquez, 1579-1639) — o primeiro santo mulato canonizado da Igreja católica — foi frade dominicano peruano, filho de um nobre espanhol e de uma mulher panamenha liberta. A discriminação racial que sofreu desde a infância marcou toda a sua vida, mas transformou-a em virtude heroica. Entrou como donado no convento dominicano de Lima aos quinze anos e exerceu como barbeiro-enfermeiro por mais de cinquenta anos. Sua biografia inclui bilocações documentadas (visto em África e Japão estando em Lima), curas espetaculares (de leprosos, escravos negros, índios e espanhóis indistintamente), e o domínio sobre animais (a imagem icônica de Martinho comendo na mesma mesa com um cão, um gato e um rato). Canonizado por São João XXIII em 1962. No Brasil, é venerado especialmente nas comunidades afrodescendentes e em paróquias dominicanas. Apropriada para saúde, harmonia inter-racial, pobres, e conversão das próprias divisões sociais.
12 min
Duração
9 dias
Compromisso
Para iniciantes
Nível
São Martinho de Porres, OP
Santo padroeiro
Reze nove dias consecutivos, de 25 de outubro a 2 de novembro. Estrutura: (1) Sinal da Cruz; (2) ato de humildade; (3) a oração; (4) Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória; (5) mencione a intenção. Tradições brasileiras: (a) bênção dos animais no dia da festa (3 de novembro); (b) cuidado concreto de um pobre, enfermo ou animal abandonado durante os nove dias; (c) exame sincero sobre as próprias atitudes raciais ou classistas. A devoção é especialmente apropriada para católicos negros, mestiços e indígenas brasileiros.
Ó glorioso São Martinho de Porres, servo humilde dos pobres, curador dos enfermos e amigo dos animais, alcançai por vossa intercessão a graça que com confiança filial vos peço (mencionar a intenção). Vós que conhecestes na própria pele a dor da discriminação racial e a transformastes em mansidão e serviço, alcançai-nos a graça de não responder ao desprezo com desprezo, e a cura das divisões de raça, classe e nação que ainda ferem a Igreja e o mundo. Amém.
Coordene oração sustentada por alguém que você ama. Voluntários preenchem horários de 30 minutos cobrindo dias ou semanas; a família recebe um buquê espiritual no final.
Convide um pequeno grupo para rezar isto a cada dia com você. Todos recebem o mesmo texto, o mesmo ritmo, a mesma intenção.