Oferecer o sofrimento — a prática católica de unir o próprio sofrimento físico, emocional ou espiritual à cruz de Cristo em intenção reparadora — é uma das espiritualidades mais profundas da tradição católica. Não é masoquismo nem indiferença ao sofrimento. É a verdade teológica de que o sofrimento humano, quando unido voluntariamente ao sofrimento de Cristo, participa na economia da salvação. São Paulo formulou-a em Colossenses 1,24: «Completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, pelo bem do seu Corpo, que é a Igreja». São João Paulo II, em Salvifici Doloris (1984), aprofundou-a: o sofrimento ofertado torna-se oração eficaz.
1 min
Duração
1 dia
Compromisso
Para iniciantes
Nível
Cristo Crucificado · Nossa Senhora das Dores
Santo padroeiro
A prática tem dois momentos: (1) **ofertório matinal** — ao despertar, dizer: «Senhor, ofereço-vos as dores e trabalhos deste dia por (a intenção)»; (2) **renovação ao longo do dia** — quando vem uma dor concreta, renovar o ofertório: «Isto também, por (a intenção)». Particularmente apropriado para doentes crônicos, em luto prolongado ou em situações injustas. Empareja-se com: (a) devoção do Sagrado Coração; (b) Adoração Eucarística; (c) Salvifici Doloris (leitura semanal). Para sofrimento grave (câncer terminal, perda de filho), buscar direção espiritual.
Senhor Jesus Cristo, ofereço-vos hoje todas as dores que me hão de vir — as conhecidas e as desconhecidas, as do corpo, as da alma e as do coração. Uni-as à vossa Paixão salvadora, e fazei que sirvam para a conversão dos pecadores, para o alívio das almas do Purgatório, e pela intenção específica que agora vos apresento (mencionar a intenção). Amém.
Coordene oração sustentada por alguém que você ama. Voluntários preenchem horários de 30 minutos cobrindo dias ou semanas; a família recebe um buquê espiritual no final.
Convide um pequeno grupo para rezar isto com você. Todos recebem o mesmo texto, o mesmo ritmo, a mesma intenção.