A Salve Rainha — conhecida em português como «Salve, Rainha, Mãe de misericórdia» — é uma das quatro antífonas marianas do Breviário Romano e a oração mariana breve mais amada do mundo católico de língua portuguesa. É tradicionalmente atribuída ao Beato Hermano, o Coxo, de Reichenau (1013-1054), monge beneditino do mosteiro de Reichenau no sul da Alemanha, que sofria de uma grave deficiência física desde o nascimento e que, sem conseguir andar, com dificuldade para falar e parcialmente surdo, foi reconhecido pelos monges por seus extraordinários dons intelectuais: escreveu tratados de astronomia, teoria musical e matemática, compôs hinos litúrgicos e, segundo a tradição do século XI, compôs a Salve Rainha no fim de sua vida. A ternura da oração — dirigindo-se a Maria como «vida, doçura e esperança nossa» — e seu reconhecimento honesto do sofrimento humano («gemendo e chorando neste vale de lágrimas») refletem a experiência de um homem que conheceu uma vida de limitação física incomum. A Salve Rainha entrou no uso católico universal através da Ordem Cisterciense no século XII (São Bernardo de Claraval foi particular defensor) e foi adotada como a antífona de encerramento das Completas. Após o Concílio de Trento, tornou-se a oração de encerramento do Santo Terço na tradição dominicana — e por meio dos dominicanos, em todo o catolicismo latino. No Brasil, a Salve Rainha é uma das primeiras orações que as crianças aprendem, rezada em família antes de dormir, em peregrinações marianas (especialmente em Aparecida — a Padroeira do Brasil) e como encerramento de toda novena mariana. É apropriada para: o final de cada Santo Terço; a oração noturna familiar; ao lado de um doente grave ou moribundo; durante os meses marianos de maio e outubro; ao final de qualquer novena mariana; e como a oração católica «de refúgio» — aquela que o coração católico brasileiro busca espontaneamente em momentos de dor.
2 min
Duração
1 dia
Compromisso
Para iniciantes
Nível
Beato Hermano de Reichenau (autor atribuído)
Santo padroeiro
Reze uma vez com plena atenção. A Salve Rainha é breve — cerca de 150 palavras — e os católicos costumam memorizá-la. A estrutura tradicional é o texto completo da oração, seguido do versículo-resposta «Rogai por nós, Santa Mãe de Deus / Para que sejamos dignos das promessas de Cristo» e uma oração conclusiva. Apropriada: ao final de cada Santo Terço (esta é a convenção devocional católica universal); como antífona de encerramento das Completas; ao lado de alguém em suas horas finais (a Salve Rainha é uma das grandes orações de encomendação); após qualquer novena mariana; durante os ritos funerários de sacerdotes, religiosos e todo católico particularmente devoto de Maria. O original latino («Salve, Regina, mater misericordiae…») é cantado solenemente em muitas paróquias brasileiras durante maio e outubro. Ensine a Salve Rainha às crianças desde cedo — é uma das quatro ou cinco orações católicas que uma criança brasileira deve aprender antes da Primeira Eucaristia, junto ao Sinal da Cruz, Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria! Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
Coordene oração sustentada por alguém que você ama. Voluntários preenchem horários de 30 minutos cobrindo dias ou semanas; a família recebe um buquê espiritual no final.
Convide um pequeno grupo para rezar isto com você. Todos recebem o mesmo texto, o mesmo ritmo, a mesma intenção.